Devil May Cry 3 - Dante´s Awakening
Ano de lançamento: 2005
Gênero: Ação.
Produtora: Capcom.
Os fãs gritaram, a Capcom escutou! Devil May Cry 3 – Dante´s Awakening
bota a série nos trilhos, depois de um episódio que desagradou pelo
menos 90% dos fãs que o game adquiriu com sua estreia em 2001. A Capcom
não teve medo de apostar na formula que deu certo no primeiro game, e
mesmo que adicionando poucas inovações Devil May Cry 3 fez bonito, pelo
simples fato de repetir uma formula de sucesso com um trabalho técnico
mais caprichado. O enredo do game se passa bem antes dos títulos
anteriores. Somos apresentados a um Dante mais jovem, que precisa
enfrentar o seu irmão, Virgil.
Caçando demônios com “Style”

O Hack and Slash praticamente foi inventado pela franquia Devil May Cry,
e ainda que títulos como God of War e Dante´s Inferno tenham adaptado
bem o gênero, a série da Capcom ainda se prova eficiente na hora de
explorar sua fórmula de sucesso. Os combates rápidos e frenéticos
retornam com a mesma dificuldade insana presente no primeiro DMC, mas
com uma diferença muito interessante: O Style. Agora o jogador pode
selecionar entre seis estilos diferentes de combate, sendo que somente
quatro estão liberados de inicio; Trickster (foca-se em técnicas
evasivas), Swordmaster (focado em técnicas com espadas), Gunslinger
(aprimora técnicas com armas de fogo) e Royalguard (valoriza defesa e
contra-ataque). Cada Style prioriza um tipo de jogabilidade especifica,
além de também aumentar de nível à medida que se derrota inimigos. É
altamente recomendável que o jogador se foque em evoluir apenas um
Style, podendo usar as primeiras missões apenas para testar qual Style
lhe agradará mais.
O foco do game é realmente os combates, e nisso ele não decepciona. Logo
no inicio você tem um gostinho do que lhe espera. Após enfrentar uma
horda de inimigos vem um chefe de capuz preto e uma foice (sim, a
morte), e essa rotina de lutas incansáveis só é quebrada por momentos de
exploração e resolução de enigmas. Os puzzles são simples e de fácil
resolução, quase sempre envolvem a busca de um item ou chave, no entanto
eles cumprem bem o seu papel, que é o de não deixar os combates
cansativos ou repetitivos. As lutas com chefes são realmente rápidas,
exigindo pericia e paciência do jogador.
Ao longo do game Dante coleta Orbs vermelhos, que podem ser úteis para
comprar itens ou adquirir novos golpes. A coleta de orbs é importante,
por isso às vezes é necessário perder um bom tempo indo e voltando nas
salas, pois quanto mais se enfrenta inimigos mais Orbs serão acumulados.
Cada arma de Dante também deve ser evoluída, para que não haja sufoco
na hora de enfrentar os chefes. O sistema de combate é cuidadosamente
polido e funcional, mas é um caso onde os jogadores novatos terão sérios
problemas, já que em algumas situações é necessário fazer combos mais
bem elaborados e, consequentemente, exige maior domínio do jogador para
sua execução.
Sem mudanças em nenhum sentido.

Usar a formula de sucesso do primeira game garantiu o sucesso de DMC3,
mas também não ajudou a atribuir novos fãs a série, se você não gostou
do 1 ou do 2, certamente o 3 não o fará mudar de opinião. Devil May Cry é
voltado para os hardcores, que sentem prazer em tentar matar um chefe
em no mínimo 20 tentativas, pois muitas vezes é o que acontece, mesmo
quando há a opção de mudar de nível o desafio do game continua alto. A
progressão do game também não ajuda muito, já que só é possível salvar
seus feitos ao inicio de cada nova missão. As missões não costumam ser
longas e os enigmas são muito simples, mas quem é que gosta de ter que
fazer tudo outra vez quando você morre no embate contra um chefão? Isso
mesmo! Você volta pro inicio da missão, ao melhor estilo games Super
Nintendo. É possível obter continues, mas paga-se um valor em Orbs
vermelhos para consegui-los, e é muito raro achar algum dando sopa
durante as fases. O único consolo que o jogador possui é que você pode
salvar a qualquer momento, mas esse save livre só serve para guardar a
quantidade de orbs obtidos ou melhoras feitas no personagem. O sistema
de câmeras também não foi melhorado, o que as vezes pode atrapalhar,
tanto nos combates quanto na exploração, é fácil demais se perder numa
mudança brusca na visão do jogador.
Depois dos excelentes embates o segundo melhor ponto do game é sua
apresentação. Dificilmente encontraremos no mercado um jogo de ação com
temas demoníacos que consiga soar tão leve quanto Devil May Cry. Isso se
deve a personalidade única do protagonista Dante (personalidade que foi
excluída no game anterior). Dante consegue tirar sarro de qualquer
inimigo ou qualquer situação, lançando frases irônicas e engraçadas a
todo tempo. Some isso a verdadeiras cenas absurdas, com direito a Dante
surfando em mísseis, caindo com estilo de uma torre e muitas outras
loucuras que você pode imaginar. O game esbanja tanta criatividade que
nem mesmo algumas esquisitices conseguem ser estranhas ao jogador.
Afinal, em quantos games do estilo você se diverte em usar uma arma que
consiste numa guitarra, onde cada solo produz raios que destroem hordas
de demônios pelo caminho? O visual do game combina com o protagonista,
que é altamente Cool.
Os gráficos de Devil May Cry são do tipo que aposta em uma simplicidade
que soa como grandiosa. As texturas são simples, assim como os efeitos
de tela; mas seu acabamento é tão polido e suave que qualquer jogador
vai encarar o visual do game como uma mega produção gráfica. As cores
frias se fazem presente em quase todo o game, aumentando o clima tenso e
gótico. Parte do game se desenvolve em um imenso castelo, mas há
cenários de todos os tipos, que casam perfeito com o contexto de Devil
May Cry 3. Dante conserva em sua aparência a personalidade descolada,
com uma calça Jeans e um sobretudo vermelho aberto na frente. As
animações são impecáveis, com movimentos limpos, bonitos e bem
trabalhados, dá um gosto danado observar cada movimento possível de
Dante na tela. Os inimigos não são exatamente variados, mas cumprem bem o
seu papel. Os chefes são um verdadeiro show, bem detalhados e com
animações nada genéricas. É bom ver que a Capcom cuidou tanto da
jogabilidade como dos gráficos. O som do game é ótimo, a começar pelos
efeitos sonoros, que seguem o padrão de qualidade adotado nos gráficos,
todos bem feitos e combinam perfeitamente com as situações. As dublagens
são ótimas, mas há um contraste nelas, enquanto a de Dante combina com o
jeito cínico do personagem a de Vergil ficou muito a desejar, chegando
até ser cômica às vezes. A trilha sonora é outro ponto incrível do game,
com músicas calmas e tensas nos momentos de aventura e um tema mais
agitado e rápido durante os combates. Os controles em geral respondem
bem, mas a esquiva é um problema. Num game que preza por combates
frenéticos a esquiva deixa a desejar, com respostas atrasadas que geram
dor de cabeça, principalmente na luta contra os chefes.
Um game de ação eterno.

Devil May Cry 3 – Dantes Awakening acertou em arriscar na formula que
deu sucesso à série. É um game que vai agradar aos fãs, principalmente
aos que odiaram Devil May Cry 2, mas não se preocupa em conquistar ao
publico que não gostou do game em sua fase inicial. Deixando de lado
apelos comerciais o título chega ao mercado com uma dificuldade extrema,
direcionado para gamers mais hardcores. É um exemplo brilhante de
jogabilidade bem trabalhada e técnica bem apurada. Fãs do Hack And Slash
vão encontrar um lugar especial em suas prateleiras para este game. A
série Devil May Cry se despede de maneira excelente do Playstation 2, se
tornando um game eterno no nosso console eterno.
Notas:
-Gráficos: 9.0
-Jogabilidade: 10.0
-Sons: 10
-História: 9.0
-Diversão: 10.0
Nota final: 10.0
Prós:
-Jogabilidade bem fluída.
-Combates incríveis do inicio ao fim.
-Puzzles criativos, que mesmo fáceis não deixam a desejar.
-Parte técnica perfeita.
Contras:
-Sistema de Save muito antiquado pros padrões de hoje.
-Esquiva pouco confiável,
-Inimigos de fase poderiam ser mais variados.
-Trabalho de câmera mal feito

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