Analise: Metal Gear Solid 3 - Snake Eater

Ano de Lançamento: 2004
Produzido por: Konami
Gênero: Ação/Stealth.
Metal Gear Solid se tornou uma série mais que aclamada no mundo dos
games. Depois do revelador (e também polêmico) Sons of Liberty, seria
vez da obra de Hide Kojima ganhar o game zero da série, ou seja, aquele
que decide voltar anos e anos no tempo a fim de explicar a origem de
muitas coisas. Já que o game mostra um dos membros da FoxHound não é
preciso pensar muito para descobrir quem é o agente que assume o code
nome Naked Snake neste game. Sua missão é impedir que a Cobra Unit...
Quer sabe, jogue e descubra por si próprio!

Welcome to the Jungle.
O maior trunfo de Snake Eater está na sua coerência, motivo pelo qual o
game não divide a projeção de jogadores, ou você vai amar ou vai odiar o
game. Se ficar com a primeira opção você não tarda a descobrir uma
experiência gloriosa, ou talvez tarde sim. Para começar, Snake Eater
deixa de lado as bases e instalações de alta tecnologia que eram
costumeiras na série e joga Snake em uma ilha russa, no meio da selva. A
primeira grande diferença está na ausência do radar Solition para guiar
Snake nos momentos furtivos, em vez disso você tem radares e sensores
de movimento, mas que passam longe de ter o mesmo conforto que o
Soliton. Além disso, Snake também conta com uma série de camuflagens que
serão de grande ajuda na selva e dentro das instalações militares.Mas
as novidades não param por ai, além de jogar nosso herói na mata densa a
Konami dificulta mais ainda a vida de Snake. Esqueça as rações que
recuperam sangue, agora Snake deve caçar sua comida: Serão ratos,
jacarés, cobras, bodes, peixes, cogumelos e muito mais; cuidado com o
tempo que você armazena a comida, caso contrário ela pode estragar e
deixar Snake com uma dor de estomago. Nessa hora vem outra bela
novidade, a tela de sobrevivência, onde você pode curar Snake; balas
podem ficar alojadas em seu corpo, cortes, queimaduras e até mesmo ossos
quebrados; dando pausa no jogo você pode curar os ferimentos de Snake.
Além da barra de sangue há também a barra de Stamina, que mede a
resistência de Snake, por exemplo, quanto menor a barra maior é a fome,
chegando ao um ponto que seu estomago ronca, esses roncos podem chamar a
atenção de patrulhas. Quando a saúde e a barra de Stamina estão em um
nível aceitável a energia vital se recupera sozinha.
Isso tudo é muito legal, certo? De fato, tais novidades adicionam muita
diversão ao título, mas também são a razão do game deixar uma impressão
tão absoluta nos jogadores. As primeiras três horas de jogo são para
apresentar ao jogador as novidades, mas o que acontece na realidade é um
teste de paciência, já que o game enfia pela goela do jogador o sistema
de camuflagem. A floresta é um lugar denso e difícil de se esconder,
por isso se camuflar é essencial pro sucesso de sua missão.É realmente
complicado se acostumar com a ausência do radar, jogadores que nunca
jogaram Metal Gear Solid provavelmente vão desistir logo de cara. Mas é
altamente recomendado que você resista, já que o ritmo do game aumenta
consideravelmente após enfrentar o primeiro chefe. Daí em diante os
ambientes vão mudando. No final das contas fica a impressão de que você
está na pele de um herói de cinema, que precisa ganhar território
gradualmente até chegar à base inimiga. Durante esse caminho será
preciso sobreviver a situações de tensão constante, que nunca se tornam
cansativas. As lutas contra os chefes são o ponto alto do game, com
destaques para o confronto épico com o atirador The End, que pude durar
por horas e até dias.
Visual mais cinematográfico que nunca.

Falar que Snake Eater tem um visual cinematográfico é chover no molhado.
É fato conhecido que games que apresentam muitas cenas não interativas
ou conversas longas acabam deixando o ritmo de jogo de lado, mas Hideo
Kojima tem um talento fora do normal para introduzir ambos sem fazer com
que o jogador perca o interesse, afinal, a trama toda se desenvolve
assim, com muitas conversas no rádio e cenas que lembram filmes de
espionagem. Cada novo chefe possui uma pomposa apresentação, bem como
também uma gloriosa morte, empolgando a cada momento. Os gráficos são
fantásticos e variados. Na selva você fica encantado em notar que cada
folha e grama possuem vida própria, a textura de cada pedra vibra de
forma singular na tela. O que mais chama atenção é como a floresta reage
à chuva, névoa e até nas horas em que Snake rasteja, movendo as gramas
ou vendo os animais se movendo nos cenários. As bases também apresentam
ótimas texturas e um acabamento digno da série, sendo um game que
explora bem a capacidade do Playstation 2. Os inimigos estão bem
modelados e bem feitos, Snake no entanto tem uma animação que lembra
muito a de Snake do primeiro Metel Gear, o que as vezes pode parecer um
tanto desagradável, mas nada que prejudique o game. A parte sonora casa
perfeitamente com a ambientação do game. Se você tiver uma televisão com
suporte ao Pro Logic II vai ter a sensação de ouvir uma selva na sua
sala, pois os efeitos realmente impressionam. A trilha sonora surge em
momentos estratégicos e aumenta a intensidade da ação, continua tão
memorável quanto de costume. As dublagens são boas, como sempre,
inclusiva a de David Hayte, que dubla Snake desde o primeiro game.
Alguns criticaram o trabalho de Hayte, falando que sua interpretação às
vezes beira a irritante de tão arrogante; mas é preciso lembrar que não
se trata de SOLID SNAKE, logo, e levando em conta o personagem principal
eu achei perfeitamente justificável a interpretação arrogante de Naked
Snake.
Um clássico.

Jogar Metal Gear Solid 3 – Snake Eater é uma experiência como poucas,
daquelas que você sabe que não há igual. Hideo Kojima e sua equipe sabem
trazer algo diferente para os jogadores, prova disso é que algumas
situações que o game proporciona nunca apareceram em nenhum outro jogo
até hoje. As primeiras horas são realmente difíceis, devido a série de
inovações a qual o jogador deve se adaptar, mas passado a primeira
impressão Snake Eater se torna empolgante e incrível. Talvez o único
defeito do game é que dessa vez a visão de câmera clássica não funcione
tão bem quanto antes, mas é um defeito sem importância diante da grande
produção do título.
Prós.
- Jogabilidade excelente.
- Enredo envolvente e interessante
- Tela de sobrevivência e camuflagem.
- Batalhas épicas contra chefes.
Contras.
- As primeiras horas de jogo são maçantes.
- Câmera clássica acaba atrapalhando em alguns momentos do jogo.
- Ausência do radar.
Nota:
Gráficos: 10
Controles: 9.5
Diversão: 10
Som/áudio: 10
Nota final: 10
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