Analise: Silent Hill 3
Ano de lançamento: 2003
Desenvolvido por: Konami.
Distribuído por: Konami.
Gênero: Horror/survival.
Depois
de se consolidar como uma franquia de horror/survival no Playstation,
Silent Hill 2 manteve o bom nível, mas pareceu dar um tropeço de leve
nas próprias pernas, graças a um enredo muito desconexo e um
protagonista pouco carismático. Em 2003 isso foi corrigido com Silent
Hill 3, que é sem favor nenhum o melhor game da franquia até hoje. Ta
certo que a Konami não se preocupou em inovar em nada a formula que
consagrou a série, mas só de ter a usado com maestria já foi suficiente.
Some isso com uma história que vai agradar principalmente aos velhos
fãs e uma heroína confusa e amedrontada. Essa é a receita que garante às
6 horas de terror do game. A trama gira em torno de uma jovem chamada
Heather, que começa a ser cercada por acontecimentos sombrios após
encontrar com um detetive que afirma saber detalhes sobre o seu
nascimento. Qualquer outro detalhe sobre a trama estragaria a surpresa,
por isso é aconselhável que você jogue até o fim para saber o que
acontece.
O pesadelo começou.
A
apresentação do game dispensa rodeios. Você estará sozinho em uma
cidade onde alguma coisa muito ruim aconteceu, com uma horda de inimigos
te caçando e uma penca de enigmas para resolver. O game se desenrola
por locações aparentemente comuns; shoping, hotel, parque de diversão e
até o clássico hospital está presente, todos cheios de segredos a serem
descobertos. As localidades são bem amplas e explorá-las é muito
divertido, mas também difícil. O jogador tem a sua disposição um mapa
muito útil, que marca salas onde você já entrou, portas trancadas,
portas quebradas, itens importantes e até puzzles que ainda precisam ser
solucionadas; com certeza nenhum outro game possui um mapa tão útil
quanto Silent Hill. Os puzzles estão mais intuitivos nesta edição,
coletar itens para progredir continua sendo o foco da mecânica, ainda há
puzzles onde é preciso solucionar charadas, dispensando o uso de itens.
Por vezes é necessário combinar dois ou mais itens para prosseguir.
A
Konami nunca deu atenção para os combates, e isto infelizmente não
mudou com Silent Hill 3. Eles servem apenas para dar um pouco mais de
ação, mas seus problemas só servem pra frustrar o jogador. Heather não
tem um arsenal muito variado, além de uma pistola, escopeta e
metralhadora há as armas brancas, que são canos, machados e até uma
faca. Como de costume a munição é contada e aqui os inimigos não
costumam ser derrubados com menos de 5 disparos. O uso de armas de curto
alcance deixa Heather vulnerável devido a sua lentidão na hora de
desferir golpes. Mas a coisa fica ainda pior nesta edição, pois os
corredores estão mais povoados de monstros do que antes, forçando o
jogador a limpar o caminho, já que será necessário passar nele mais de
uma vez.
Os
combates chatos são camuflados, graças a um foco especial que o game
tem na exploração. Além disso, todos sabem que o melhor de Silent Hill é
o seu terror psicológico, que ficou meio a desejar em Silent Hill 2.
Heather parece ser a protagonista mais humana até agora, pois as vezes
Harry e James não pareciam demonstrar medo diante dos eventos dos games
passados. Já heather é muito mais assustada, e consequentemente, passa
mais tensão para o jogador. A dimensão alternativa também está de volta a
sua velha forma neste game. É interessante ver as cenas não interativas
cada vez que isso acontece. Silent Hill 3 consegue ser o game mais
assustador da série, sem muito esforço.
Realismo.
Os
gráficos de Silent Hill 3 estão entre os mais realistas feitos no
Playstation 2 até hoje. Os ambientes são atormentadores, com sujeiras em
cada canto, aquele sinal de que pessoas já viveram ali, paredes
manchadas de sangue e tudo mais. O hospital merece destaque, pois é o
cenário mais medonho do game todo, principalmente na dimensão
alternativa. É impossível o jogador não pensar como estaria se realmente
estivesse vivendo aquela situação, pois os cenários mostram um ambiente
onde você realmente não iria gostar de estar. O realismo é
impressionante até no design de cada um dos personagens; Heather e as
sarnas no seu rosto, Douglas e sua barba, Claudia e seu olhar demente;
para a época as expressões eram incríveis e aumentavam ainda mais a
experiência do game. Os efeitos sonoros ajudam a complementar o clima
grotesco de Silent Hill 3, com uivos vindos de lugares qualquer, ruídos
que não parecem ter identificação e músicas bem atípicas. As dublagens
também ganham destaque graças a ótima interpretação de cada personagem,
todos incorporaram de forma singular cada fala apresentada em diálogos
muito bem construídos.
Um clássico eterno.
Silent
Hill 3 mantém a série em alta, sendo o episódio mais bem produzido da
série, tanto na história quanto na jogabilidade. Os combates não
empolgam, mas a narrativa é atraente e mantém o interesse do jogador até
o fim. Não da pra negar que Silent Hill 3 agrada em especial os amantes
do terror psicológico e dos jogos mais cerebrais. Se há um fator que
desanima é que o game é realmente muito curto, ainda que o replay seja
motivado pelo fato do game ter três finais seria ideal que o game
durasse pelo menos umas 10 horas. Silent Hill 3 promete bons momentos de
susto e tensão, unidos a uma diversão única. Para aqueles que não
ficaram muito satisfeitos com Silent Hill 2, esta nova aventura promete
ser mais expressiva e instigante.
Notas:
Gráfico: 10,0
Sons: 10,0
Jogabilidade: 9,5
Diversão: 10,0
Aprovado:
- O enredo é muito mais bem bolado que o de Silent Hill 2. Com personagens mais cativantes e mais humanos.
- Puzzles intuitivos e divertidos.
- Clima tenso e condizente com a trama.
- Parte técnica perfeita.
Reprovado:
- Combates fracos e irritantes.
- Apenas 6 horas de duração.





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